sexta-feira, 28 de junho de 2013

Multiplicação, por Joel Comiskey


Jay Firebaugh praticou a multiplicação em muitas ocasiões. Ele oferece as seguintes orientações adicionais:

“Não espere que os membros na sua célula QUEIRAM gerar outra célula. Na verdade, se quisessem ficar longe uns dos outros, você teria um problema! Provavelmente, o valor e o amor entre eles devem ter aumentado. Essas pessoas ansiavam por comunidade em sua vida e agora uma multiplicação pode parecer como uma ameaça de perder isso. SEJA EMPÁTICO! No entanto, você aprendeu que a maior ameaça à comunidade é o grupo se tornar grande demais e/ou que crescer para dentro.

É fundamental que o líder e o auxiliar claramente creiam e apresentem o fato de que a multiplicação é a melhor coisa para a célula. Se uma célula não se multiplicar no tempo apropriado (quando tiver cerca de 15 membros), uma de duas coisas vai acontecer:
  1. O grupo continua a crescer e se torna um grupo de tamanho considerável em vez de uma célula. A comunidade estará perdida porque compartilhar se tornará algo superficial e feito com cautela. A DINÂMICA DA CÉLULA ESTÁ PERDIDA E A COMUNIDADE TAMBÉM ACABARÁ SE PERDENDO!
  2. O grupo pára de crescer e se volta para dentro. Será “nós quatro e ninguém mais!”. Quando o foco se afasta da cadeira vazia, do evangelismo e da pergunta a Deus de quem mais poderia se beneficiar desse grupo, é o começo do fim! O grupo muda da dinâmica de “Cristo no meio” (Mateus 18.20) para a contemplação do umbigo. NOVAMENTE, a comunidade está perdida.
A única maneira de manter a comunidade é soltar! Multiplicar permite que o foco do grupo se mantenha para fora enquanto continua encontrando comunidade na dinâmica de uma célula. Seja paciente com seus membros ao conduzi-los nesse processo. O nascimento físico é difícil porque o bebê não quer deixar o ambiente seguro do útero para o risco desconhecido do mundo lá fora. Mas a vida é fora do útero! Ao ajudar os seus membros nesse período traumático, você experimentará a vida de Deus agindo em e por meio de sua célula!” 

O Temor de Cristo, por Timothy Keller

"Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo." Efésios 5,21 

Paulo afirma que devemos nos sujeitar uns aos outros "no temor de Cristo". Várias traduções modernas usam a expressão "reverência", mas Paulo nos instrui, literalmente, a fazê-lo por temor a Cristo. O termo "reverência" não é forte o suficiente para transmitir a ideia que Paulo tem em mente nessa passagem, ao passo que a palavra "temor" pode ser enganosa, pois alguns leitores podem associá-la a medo. Então, qual o significado?

Quando voltamos para o Antigo Testamento, em que a expressão "temor do Senhor" é bastante comum, deparamos com algumas formas de uso curiosas. Em várias ocasiões, o temor do Senhor é associado a grande alegria. Provérbios 28,14 diz: "Feliz é o homem que teme ao Senhor". Como é possível viver em temor constante e ser feliz? Talvez uma passagem ainda mais surpreendente seja Salmos 130,4, que que o salmista declara: "Mas o perdão está contigo, para que sejas temido". Perdão e graça aumentam o temor do Senhor. Outras passagens dizem que podemos ser instruídos e crescer no temor do Senhor (2Cr26,5; Sl 34,1), que o temor é caracterizado por louvor, espanto e deleite (Sl 40,3; Is 11,3). Como isso é possível? Ao falar do salmo 130, um comentarista observa: "O perdão faria o temor servil [medo] diminuir, e não aumentar [...] O verdadeiro sentido de 'temor do Senhor' no Antigo Testamento [...] implica [portanto] em relacionamento". 

É evidente que temer o Senhor não é ter medo do Senhor, embora a palavra hebraica tenha nuances de respeito e reverência. Na Bíblia, "temer" significa ser sobrepujado, ser dominado por algoTemer o Senhor é ser tomado de espanto diante da grandeza de Deus e de seu amor. Significa que, por causa de sua santidade resplandecente e de se amor magnífico, você o considera "terrivelmente belo". Por isso, quanto mais experimentamos a graça e o perdão de Deus, mais sentimos reverência que nos faz estremecer e mais nos maravilhamos diante da grandeza de tudo o que ele é e fez por nós. Temê-lo significa curvar-se diante dele, admirados com sua glória e beleza.

Timothy Keller
Nasceu e cresceu na Pennsylvania. Estudou em instituições como Bucknell University, Gordon-Conwell Theological Seminary e Westminster Theological Seminary. A princípio, foi pastor na cidade de Hopewell, na Virginia. Em 1989, começou a Redeemer Presbyterian Church em Manhattan, com sua esposa, Kathy, e seus três filhos. Hoje, a igreja tem uma frequência de mais de cinco mil membros aos domingos, e já ajudou a plantar cerca de duzentas novas igrejas ao redor do mundo. Keller é um autor prolífico. Entre outros livros, escreveu O Deus Pródigo, Deuses Falsos, A Cruz do Rei, O significado do casamento e Justiça generosa.